quinta-feira, 20 de abril de 2017

Estrada

120 por hora, janela aberta e o barulho do som se misturando ao som “topado” no último volume, estrada cheia de curvas e elas não me assustam quanto suas incertezas e indecisões, não mais que os prazeres que me dá, ah e que prazeres, quero transbordar novamente em suas caricias e seus amores, uma vez você me disse que domingo é dia de amor e romance, mas com você quero que todos os dias sejam domingos, de sol ou de chuva, não importa, apenas domingo, assim eu teria plena certeza que te amaria de domingo a domingo.
Aqui estou eu, olhos fixos na estrada, pensamento voa longe, pé firme no acelerador e enquanto o Bon Jovi toca a próxima música eu só penso em pegar o próximo retorno, retornar para onde você está, de onde eu não devia ter saído, mas eu realmente não sei se realmente ali estive.
Você realmente é um ponto fora da curva, mas do meu ponto de vista eu também sou, e eu que me perdi em suas curvas não quero mais me achar, pois nunca foi tão bom estar perdido, por mais adolescente que isso seja, as vezes fugir da realidade ou mesmo criar uma realidade alternativa seja o único modo de se encontrar e só então voltar para a estrada do “percurso”.
Ah, o banco do carona ainda está vazio, viaja comigo?

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