quinta-feira, 13 de abril de 2017

BEN & MELISSA

Enquanto eu calçava o salto e corria para atender à porta tomei o cuidado de me avaliar uma última vez no espelho, meus cabelos estavam molhados ainda, não deu tempo de secar, mas eu estava bonita. Simples, do meu jeito, mas bonita do jeito que ele gosta. Tive a delicadeza de escolher uma lingerie branca porque é a cor que ele disse que gostava e coloquei um vestido preto que eu adoro, porque preto é a cor que eu gosto. Não estava tão diferente assim da última vez que ele me viu, exceto pelo vestido elegante e os saltos, Ben sabe que eu não gosto de usar saltos, mas sabe que eu gosto de ficar bonita pra ele. Então, ele merecia um tratamento especial hoje. Fiquei pensando por um tempo se eu deveria usar maquiagem, me perdi em pensamentos e fui arrancada do meu devaneio pelo som da campainha que tocava insistentemente pela quinta vez, respirei fundo e decidi que se eu não gosto de maquiagem não iria usar, afinal, eu sempre fui daquele tipo de mulher que sabe o que quer e não muda para agradar. Me apressei para abrir a porta e quando enfim ergui os olhos lá estava ele, tão bonito quanto a última vez que o vi, fitou meu olhos uma vez e não fez questão de disfarçar enquanto os descia pelos meus lábios, pescoço, o decote em "v" do meu vestido até chegar nas pernas à mostra, depois com um sorriso lindo me olhou nos olhos novamente, ergueu o vinho tinto com uma mão e disse: - Achei que você não ia mais atender à porta. Não vai me convidar para entrar?! 
Ben estava com uma calça jeans clara, uma camisa social com mangas dobradas até o cotovelo, e três botões abertos que me fizeram até perder o ar por alguns segundos, me afastei para que ele pudesse entrar e fechei a porta atrás dele. Como não sou boa na cozinha, comprei nossa comida em um restaurante da cidade mas por algum motivo enquanto eu pegava as taças na copa eu sentia que nenhum de nós estava com fome, não pelo menos de comida. Enquanto eu me equilibrava nas pontas dos pés para pegar as taças senti um calor grande atrás de mim e mãos fortes seguraram a minha cintura, ele encostou a boca na minha orelha e sussurrou: -Cuidado que você cai! Deixa que eu pego para você, não quero que você se machuque! 
Pegou as taças e se recostou ainda mais atrás de mim, me empurrando delicadamente contra o armário para que pudesse pega-las. Colocou os braços ao meu redor e sem me deixar fugir colocou o vinho nas taças, mas eu nem sabia mais se queria beber vinho, na verdade eu estava de olhos fechados sentindo o calor do seu corpo e seu perfume que incendiava todo o meu corpo, sem que eu me desse conta ele me virou de frente, tomou um gole de vinho e me beijou. Esse era o tipo de poder que ele tinha sobre mim, quando estávamos juntos eu me esquecia de que era necessário ser forte e tomar as rédeas, eu só queria que ele me pegasse no colo e me levasse para a cama o mais rápido possível, me despisse de todos aqueles panos enquanto me beijava em cada canto do corpo e sussurrasse palavras doces e sádicas ao mesmo tempo. Ben era bom no que fazia e sabia disso. Depois de um longo e lento beijo com a testa encosta na minha e olhos fechados ele disse: -Amor, eu não quero comida, eu quero você! Preciso de você! 
Antes que eu pudesse protestar ele selou minha boca com um selinho e desceu até meu pescoço, deixando a taça sobre a bancada do armário e entrelaçando os dedos no meu cabelo enquanto inclinava minha cabeça delicadamente para trás, ele beijou tudo que estava a mostra na parte de cima do meu corpo, e quando finalmente ele chegou no decote no meio dos meus seios suspirei fundo e me entreguei, pulei no seu colo e entrelacei minhas pernas na sua cintura. Naquele instante eu não sabia mais onde eu começa e onde ele terminava, estávamos tão eufóricos e excitados que não sei exatamente em que momento ele tirou meu vestido, de repente eu já estava sem, ele saiu me carregando pelo corredor, me esbarrando na parede e quando finalmente chegou ao quarto né jogou na cama e sem tirar os olhos de mim desabotoou cada um dos botões de sua camisa. Ele é tão lindo, não me canso de olhar. Mordi meu lábio enquanto ele tirava a calça e deixava à mostra sua cueca que mostrava exatamente que eu tinha um certo poder sobre ele também. Ben não sabia se conter ao meu lado, e eu não queria isso. Fizemos amor a noite toda, trocamos de posições, de lugar, de ritmo; às vezes lento, as vezes rápido, com força e com delicadeza, no quarto, no sofá, na mesa da cozinha, no chão da sala e quando finalmente estávamos exaustos e suados nos entregamos ao nosso último orgasmo da noite. Fiquei deitada sob seu corpo nu ouvindo sua respiração lenta e fazendo círculos com o indicador no seu umbigo, quando enfim levantei a cabeça para encara-lo ele já havia adormecido. Simples assim. Comigo. No chão da sala. Com uma das mãos ainda nas minhas costas. Ele baixou todas as guardas para que eu pudesse confiar nele, e a única coisa que eu pensava enquanto bocejava para adormecer com ele era que aquele, sem dúvida, era meu momento preferido, quando ele adormecia ao meu lado e eu me sentia segura, desejada e amada como nunca havia me sentido na vida. 
O som estava ligado no volume 15 e antes que eu finalmente pegasse no sono começou a tocar na rádio lenta e intensamente a música favorita dele, a nossa música, e eu adormeci assim naquela noite: Exausta, suada, nos braços do meu homem e ouvindo Cherry Wine. Eu estava no meu local preferido no mundo.

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