quinta-feira, 27 de abril de 2017

COMI MINHA NAMORADA AO SOM DE SILVIO SANTOS

Ocorrida em 2011

Namorar com uma mulher mais velha tem suas vantagens e desvantagens, eu tinha 21 e ela 27 e para completar ela tinha um filho de 5 anos, então apesar de ser daquele tipo de mina trepadeira, precisamos sempre ou colocar o garoto para dormir ou deixar com a vó para podermos tirar uminha, tudo na vida tem seu preço.
Tínhamos outro problema, meu quarto era do lado do quarto dos meus pais e ela gostava bastante de gemer, então eu costumava ligar a tevê mais alto para disfarçar um pouco e não dar tão na cara, o problema é que era um domingo e aleatoriamente liguei no SBT e estava passando o programa do Silvio Santos, sim eu transei com Silvio Santos ao fundo (nossa isso ficou estranho), Cristina era muito paranoica e no meio do sexo enquanto ela estava de costas cavalgando ela do nada para e começa a me xingar com uma cara de raiva tremenda, e eu com cara de tolo, sem saber o porquê de todo aquele stress, até que ela me conta o motivo de sua súbita raiva.
Ela relata que eu fiquei calado do nada e que estava assistindo Silvio Santos enquanto ela rebolava freneticamente no meu pau, o pior de tudo é que fiquei ser reação, porque não estava, ela era linda de costas cavalgando no meu pau, e com certeza aquela visão era mais interessante do que um velhote de 80 anos jogando aviõezinhos de dinheiro para uma plateia em pleno domingo.
Agora tente explicar isso pra Cristina? Ela simplesmente vestiu a roupa e saiu xingando, e eu juro que queria ter ido atrás, mas sair do quarto com o pau na mão não seria uma boa ideia e sinceramente eu não conseguia parar de rir de como ela era doida e tinha fodido com um sexo gostoso. Não me restaram muitas opções senão me virar com minha "mão amiga" e aí sim assistir Silvio Santos e ir dormir cedo, já que minha própria namorada havia empatado minha foda.

PÓS HISTÓRIA

Uns 40 minutos depois ela me liga e pede pra subir (esqueci de falar que ela morava na mesma rua que minha casa, apenas um quarteirão abaixo, inclusive fica um conselho: nunca namore alguém que more tão perto assim, a logística favorece ela de te fuder quando estiver com raiva) e terminar o trabalho, eu não seguro os risos e digo que já terminei o trabalho sozinho, ela me chama de grosso e egoísta e desliga o telefone na minha cara, mas que se foda, eu tenho Silvio Santos pra animar meu domingo, e assim quem pode ficar triste?

Escritor Misterioso

120 por hora

E ela não se aplica aos padrões, ele que sempre foi só um "normalzinho" no meio da multidão, descobriu que ela era seu acelerador e que com ela a vida a menos de 120 por hora simplesmente não existe, é um saco! No trem da vida ele foi de motorista a passageiro em questão de segundos e esse misto de medo e insegurança, com um toque de adrenalina e uma pitada de desejo era tudo que ele queria.
Em meio a tantas idiossincrasias ela se vê perdido entre quem é e quem quer ser ao lado dessa garota que é um turbilhão de emoções, um furacão em seu coração.
Ele olha no fundo de sua garota e diz, pula comigo? Prometo não te machucar.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Song of a Day (New Project)

Estou testando um formato novo, ao invés de postar um texto ou algo do gênero eu vou postar uma recomendação musical, por isso o nome "SONG OF A DAY". Alguma música que gosto ou que descobri recentemente, tem dias que parece que uma determinada música é a trilha sonora do dia, e é assim que essa música que me apareceu nas descobertas da semana do Spotify é, eu ouvi ela umas 20 vezes (e ainda estou ouvindo) e por isso compartilho com vocês a música "Um Ser Só" do cantor Nego Joe com partição de Seven Lox em sua versão remixada.


Gostaria de compartilhar também meu perfil e minha playlist personalizada do Spotify, playlist essa que tem essa música e outras de diversos gêneros, uma mistura eclética, segue lá e me diga nos comentários suas músicas preferidas também.

PS. Aguardo feedback sobre este novo formato.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Perdão

Dizem, alguns, que o sofrimento é uma das consequências do amor. Já outros dizem que isso é um absurdo, pois onde habita amor verdadeiro não há dor. Eu me encaixo no primeiro grupo.
Seja em família, entre amigos ou em um romance, nós, seres humanos, cometemos frequente e inconscientemente o erro de depositar um grande peso nos ombros daqueles que amamos. Esperamos que o outro seja motivo das nossas alegrias, remédio para as nossas tristezas e a resolução dos nossos problemas. Esperamos que compartilhem das nossas alegrias com a mesma empolgação que a nossa. Esperamos ser tratados com o mesmo valor que tratamos mas, muitas vezes, as ações do outro - ou a falta delas - nos machuca, nos magoa. Tudo isso porque esperamos muito de alguém que, como você e como eu, é cheio de defeitos, de sentimentos, de momentos, de luas.
Pode ser que a pessoa amada tropece, vez ou outra, em suas palavras ou em seus atos, o que nos deixa sensibilizados. Pode ser e será, um dia. Mais uma vez esperamos. Esperamos ouvir um pedido de perdão que, às vezes, não vem.
O perdão é um curativo, um anestésico. Faz um bem danado para a alma de quem pede e de que perdoa. Mostra que você se importa, que você percebeu o seu erro e que sua intenção não era causar mágoa. Mostra que você se arrependeu, assumiu e quer consertar aquele ato falho.
Pedir perdão não significa se humilhar, mas sim se dignificar. Pedir perdão é preciso. Todos nós erramos, todos somos imperfeitos e isso é perfeitamente normal. Sensibilize-se, então, junto daquela pessoa que você deixou sensibilizada.
Nunca é tarde para o perdão. Não se deixe consumir pelo egoísmo e pelo orgulho. Não se deixe remoer pelo remorso. Desate o nó.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Da sua, sempre sua.


Eu não quero ser o seu mundo.
Quero ser aquela pra quem você corre depois de um dia exaustivo de trabalho. Aquela a quem você mostra seus medos, a quem você conta seus segredos. Eu quero ser paz no seu coração.
Não vou te cobrar compromisso, ou amor, ou ser exclusividade. Mas eu quero que você me ligue na madrugada bêbado e diga que não sabe por qual razão você não passou a noite comigo ao invés de se deitar com garotas tão vazias quanto você.
Quero ser aquela que tira de você o melhor que sei que você consegue ser. Aquela pra quem você chora, sem vergonha, sem preconceito, só pelo puro prazer de confiar.
Não quero ser um problema. Quero que me conte sobre aquela nova paquera; todo o tempo do mundo será nosso, não importando se você me ligou no meio de um encontro para dizer que está assistindo o nosso desenho favorito na FOX.
Quero que cozinhe para mim, mas acima de tudo quero que me busque em casa num dia de chuva para virarmos a noite jogando buraco, apostando todas as nossas peças de roupas até estarmos completamente nus, um nos braços do outro.
Não quero causar dor, amor. Mas se eu causa-la quero que você brigue comigo, como naquele dia em que eu achei que pudéssemos simplesmente esquecer um do outro e você me ligou dizendo que eu não passava de uma garota mimada e egoísta.
Quero ver você dançando para me fazer rir. Não quero que você se despeça. Eu quero que diga “ate logo” mesmo quando até logo signifique “até mês que vem”. Quero ser aquela pra quem você irá ligar quando estiver doente, aquela com quem você dormirá de conchinha, mesmo julgando conchinha coisa de “casalzinho modinha”. Aquela que será única em conhecer sua cara ao acordar, seu cabelo desgrenhado, e seus dentes sem escovar.
Não quero que você me chame de amor. Nós temos nosso próprio jeito de chamar um ao outro. Deixe o amor quieto para quem sabe amar. Nós não sabemos, ou até sabemos, mas temos medo de qualificar qualquer sentimento e nos decepcionar.
Eu quero ser a foto na sua escrivaninha. Quero ser a foto na tela do seu computador, aquela foto, daquele dia, em que eu bebi tanto que disse “eu te amo”. Quero que você fique olhando ela e pensando no quanto eu estava bêbada e linda naquele dia. E não importa, amor, quantas outras garotas você levará para sua cama, eu vou estar na tela do seu computador, na sua escrivaninha, e dentro do seu coração. Porque é exatamente assim que pretendo ser lembrada, como alguém que te deixou livre para fazer escolhas, conhecer novos rostos, novos gostos, muitas bocas e prazeres, e ainda assim você lembrará o caminho da minha casa.
Quero ser aquela a quem você segura a mão. Quero ser seu ciúme reprimido. Quero ser sua discagem automática no telefone, aquela que virará noites e noites conversando com você ao telefone, e vamos rir das artistas na TV, criticar os políticos das propagandas eleitorais e culpar a Dilma por tudo. Quero ser seu ombro amigo. Aquela a quem você abraçará e chorará. Aquela que você poderá ser você: chato, mandão, ciumento, resmungão, rabugento, marrento, brigão é cheio de si sem se preocupar com o que os outros vão pensar. Comigo você pode ser o que você quiser, desde que seja de verdade.
Não quero que me faça promessas. Quero que você esteja presente. Quero olhar para você e entender o que você está pensando, como naquele dia no clube, em que só te olhar senti meu corpo inteiro estremecer, por saber e sentir exatamente o que aquele olhar queria dizer.
Quero ser sua transa preferida. Seu suor mais trabalhoso. Quero ser sua parceira, amante, amiga.
E sobre ontem, quero que saiba que ele, e nenhum outro jamais terá a importância que você tem pra mim, porque eu amo você, desse jeito. Torto, orgulhoso, imaturo. Mas isso você já sabe, eu te disse bêbada um dia, o que você não sabe, amor, é que eu estava tão lúcida quanto estou agora. Eu nunca vou deixar você!
Seu tudo ou seu nada, mas sua. Sempre sua!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Estrada

120 por hora, janela aberta e o barulho do som se misturando ao som “topado” no último volume, estrada cheia de curvas e elas não me assustam quanto suas incertezas e indecisões, não mais que os prazeres que me dá, ah e que prazeres, quero transbordar novamente em suas caricias e seus amores, uma vez você me disse que domingo é dia de amor e romance, mas com você quero que todos os dias sejam domingos, de sol ou de chuva, não importa, apenas domingo, assim eu teria plena certeza que te amaria de domingo a domingo.
Aqui estou eu, olhos fixos na estrada, pensamento voa longe, pé firme no acelerador e enquanto o Bon Jovi toca a próxima música eu só penso em pegar o próximo retorno, retornar para onde você está, de onde eu não devia ter saído, mas eu realmente não sei se realmente ali estive.
Você realmente é um ponto fora da curva, mas do meu ponto de vista eu também sou, e eu que me perdi em suas curvas não quero mais me achar, pois nunca foi tão bom estar perdido, por mais adolescente que isso seja, as vezes fugir da realidade ou mesmo criar uma realidade alternativa seja o único modo de se encontrar e só então voltar para a estrada do “percurso”.
Ah, o banco do carona ainda está vazio, viaja comigo?

terça-feira, 18 de abril de 2017

Querido amor,

Faz tempo, eu sei. Parece loucura eu aparecer assim, de repente. Mas a falta que eu sinto de você tem me causado noites de agonia e insônia. Eu queria saber como você está. Queria saber sobre você, sobre seu trabalho, sobre o que te deixa feliz. Eu queria poder te contar tudo o que eu tenho guardado aqui dentro do peito. Queria que você soubesse que aqueles anos que passei ao seu lado foram os mais perfeitos da minha vida. Parecíamos duas pessoas feitas, exatamente, uma para a outra. Sonhávamos os mesmos sonhos, planejávamos os mesmos planos, mobiliávamos a mesma casa imaginária... sempre de mãos dadas, olhando na mesma direção. Foi o amor mais lindo e puro que já senti e vivi. Você sempre foi meu porto seguro. Sem medos, sem inseguranças. Distância alguma foi capaz de consumir com esse meu sentimento. Tempo nenhum foi capaz de apagar as marcas que você deixou em mim.
Enfrentamos uma fase de escolhas e decisões, pensando no futuro. As coisas ficaram confusas e eu me perdi de você pelo caminho. Ah, foi tão difícil! Não fazia ideia do que eu estava jogando para o alto. Queria te falar que eu mudei e que eu enfrentaria o mundo ao seu lado se eu tivesse outra chance. Mas eu não posso mais pedir chances a você. Eu desperdicei todas que me foram dadas. Deixei escorrer por entre os dedos, feito água, direto pelo ralo. Eu te dou toda razão se insistir em não se reaproximar de mim. Eu te fiz sofrer. Mas você também me magoou, e hoje eu até gosto dessa cicatriz que tem aqui no meu coração. Ela não me causa mais tristeza. Ela é uma marca de amor verdadeiro. Nós nos machucamos muito, mas eu me arrependo e, se eu pudesse te pedir algo agora, só pediria o seu perdão. Certa vez me disseram: "Se quer ter a certeza de que você ama alguém, pense se você morreria por esse alguém." Sempre que eu me colocava nessa situação, me imaginava morrendo por você, recebendo um tiro no seu lugar, pra te salvar. Pensei sobre isso hoje e eu queria que você soubesse que eu ainda morreria por você. Mas eu não posso, simplesmente, chegar e jogar tudo isso no seu colo. Seria cruel da minha parte encher o caminho que você vem seguindo de pedras e buracos, te prejudicando. Eu não quero isso. Certamente você sairia correndo e tentando me bloquear mais ainda da sua vida. Por isso eu estou escrevendo essa carta. Ainda não sei o que fazer com ela.  Não sei se a coloco dentro de uma garrafa e deixo as ondas levarem para qualquer lugar... ou se a deixo esquecida numa gaveta qualquer daquela estante. Não sei se vai continuar sendo apenas um rascunho no bloco de notas do celular... ou se a guardo dentro de um livro na esperança de que um dia, talvez, você a encontre. E, se algum dia isso acontecer, saiba que eu te amo e que eu daria tudo para te reencontrar e passar o resto da minha vida com você.

domingo, 16 de abril de 2017

Confusões Mentais

E nessa lógica "parkinsoniana" do escreve certo por linhas tortas ele percebe que parece que desaprende a cada relacionamento, faz tudo errado e promete o que não pode cumprir, e ela fica na janela esperando que só dessa vez não meta os pés pelas mãos, mas como sabemos a resiliência não é companheira nessas horas e só resta espaço para mais confusões mentais.

sábado, 15 de abril de 2017

SEMÁFORO TAMBÉM SERVE PRA PAQUERAR

Ocorrida em 2011

Um dia voltando da casa de um amigo de carro estava com o som bem alto ouvindo música country, não é de minhas preferidas, mas Alan Jackson tem um som bacana, fui mudar de música e por vacilo meu acabei fechando o carro da frente na rotatória, fiquei meio sem graça pela barbeiragem e assim que pude abri pro carro passar meio que como uma manobra de “desculpas”, quando o carro me cortou vi uma loira linda, peitos parecendo dois melões na feira que olhou pra mim e sorriu com um olhar misto de interesse e safadeza. Eu sabia que provavelmente era coisa da minha cabeça, mas por via das dúvidas resolvi seguir a garota na esperança de conseguir seu telefone, tive de repentinamente mudar meu caminho, mas nada que desviasse substancialmente da minha rota, sendo assim segui, havia um semáforo a frente e contando que o mesmo estaria fechado era só parar do lado e pedir seu telefone, porém para meu azar o mesmo se abriu inviabilizando assim meus objetivos.
Mas eu estava focado e me sentia em uma partida do Gran Turismo, segui ela até ela virar em uma rua mais estreita, fiquei dando farol alto para ela reduzir, ela ficou sem entender, emparelhei meu carro com o dela e pedi seu número, assim direto, na lata, não tinha como puxar assunto do nada no transito (foi quando percebi que ser cara de pau tem lá suas vantagens), ela me pediu pra encostar meu carro e ir falar com ela, assim o fiz e já fui entrando em seu carro do lado do carona, eu não podia acreditar, aquela garota era linda, corpo escultural, roupinha de academia, e uma cara de atriz pornô que me deixou doido pra comer ela ali mesmo. Entrei no carro e ela me perguntou:
Garota gostosa: Você sempre aborda garotas assim?
Eu: Não com frequência, você foi a segunda (na verdade tinha sido a primeira, mas pensei que se eu fosse sincero ela não acreditasse em mim, paradoxal eu sei.)
Garota gostosa: Você é muito doido, mas é bonitinho
Eu: Eu ouço isso com uma certa frequência que estou começando a acreditar
Garota gostosa: A parte do doido ou do bonitinho?
Eu: Os dois, a propósito, qual seu nome?
Garota gostosa: Erica e o seu?
Eu: Fulano
Erica: Por que você me parou dessa forma tão inusitada?
Eu: Sinceramente eu não sei, queria seu telefone e foi a única forma que eu consegui pensar.
Peguei meu celular e anotei seu número, ela me disse que precisa ir pois sua mãe a esperava e ela não estava muito bem e só ela podia cuidar dela, compreensivo que sou entendi a situação, mas fui me despedir com um beijo, ela não se esquivou e fechou o vidro do carro, entendi aquilo como um sinal pra pegação liberada e cai matando, no começo ela me freou mas fui insistindo e ela foi consentindo até que ela apertou meu pau e disse que precisava mesmo ir, tentei continuar mas ela foi bem incisiva e achei melhor me conter, afinal já tinha conseguido muito pra apenas uma noite que não estava nos planos mais que séries e pipoca na tevê.
Uns dois dias depois resolvi ligar para ver se rolava mais que uns amassos e apertos de pau, liguei e combinei um rolê para o sábado, ela disse que preferia me encontrar no bar combinado, não entendi mas aceitei, percebi que com ela era bem melhor essa vibe de pegação sem muita enrolação de pegar em casa, abrir a porta do carro e tudo mais (não sou contra romantismo, mas a pegada com aquela menina era chapa quente, não precisávamos mudar o rumo para esse lado mais romântico).
Cheguei e fiquei escorado no carro esperando ela chegar, quando vi seu carro acenei (e percebi que foi meio estranho, pareci um adolescente ansioso) ela estacionou e veio me ver, tentei beija-la que se esquivou e sussurrou no meu ouvido:
Erica: Agora não gato, para que a pressa?
Percebi que ela queria atiçar, mas ok eu também sei jogar esse jogo, e ficamos nessa a noite toda, ela não bebia e isso dificultou um pouco as coisas para mim, mas quando senti que era hora pedi a conta e fomos em direção meu carro, quando ela me disse:
Erica: Onde está me levando?
Eu: Pro motel, não é obvio?
Erica: Ah eu não sei...
Eu: Entra aí gata, eu sei por nos dois
Erica: e meu carro?
Eu: Deixa ele aí, na volta a gente passa aqui e pega ele
Erica: Ok, estou confiando em você viu...
Fomos até o motel, chegando lá ela queria conversar e relaxar um pouco, mas eu só queria foder aquela gostosa, cara ela era muito linda e podíamos conversar depois do sexo, seria uma melhor forma de aproveitar o tempo, assim fizemos e depois do sexo fomos para a hidromassagem, e o papo foi tão bom quanto o sexo, voltamos para a cama e trepamos mais umas duas vezes até eu cair no sono e só acordar lá para as 5 da matina com ela falando que precisava ir embora pois estava preocupada com seu carro, achei justo, e assim fizemos chegando onde estava seu carro ainda tentei dar uns amassos no carro mas ela disse estar cansada demais e queria ir embora, e assim terminou a noite do sábado.
Erica me ligou no domingo lá pelas 14 horas, mas eu não atendi, não queria que ela confundisse sexo com qualquer outra coisa, pensei que estávamos na mesma vibe, mas comecei a duvidar depois disso, uns três dias depois liguei chamando para sair novamente, mas ele fez cú doce e não rolou, ficamos nesse por um tempo até que quando estava quase desistindo ela aceitou e já fomos direto para o motel, realmente o sexo com Erica era incrível, ela parecia insaciável, quando eu terminava ela já queria mais e mais, me chupava até eu estar pronto novamente e cavalgava com gosto em meu pau, e foi assim a noite toda, foi a primeira vez que virei a noite em um motel, mas não sei o que fiz de errado pois depois disso nunca mais ela me atendeu e não tive mais notícias suas, mas se hoje ela estiver casada ou namorando este cara tem minhas saudações pois ele realmente é um cara de sorte.

Escritor Misterioso




quinta-feira, 13 de abril de 2017

BEN & MELISSA

Enquanto eu calçava o salto e corria para atender à porta tomei o cuidado de me avaliar uma última vez no espelho, meus cabelos estavam molhados ainda, não deu tempo de secar, mas eu estava bonita. Simples, do meu jeito, mas bonita do jeito que ele gosta. Tive a delicadeza de escolher uma lingerie branca porque é a cor que ele disse que gostava e coloquei um vestido preto que eu adoro, porque preto é a cor que eu gosto. Não estava tão diferente assim da última vez que ele me viu, exceto pelo vestido elegante e os saltos, Ben sabe que eu não gosto de usar saltos, mas sabe que eu gosto de ficar bonita pra ele. Então, ele merecia um tratamento especial hoje. Fiquei pensando por um tempo se eu deveria usar maquiagem, me perdi em pensamentos e fui arrancada do meu devaneio pelo som da campainha que tocava insistentemente pela quinta vez, respirei fundo e decidi que se eu não gosto de maquiagem não iria usar, afinal, eu sempre fui daquele tipo de mulher que sabe o que quer e não muda para agradar. Me apressei para abrir a porta e quando enfim ergui os olhos lá estava ele, tão bonito quanto a última vez que o vi, fitou meu olhos uma vez e não fez questão de disfarçar enquanto os descia pelos meus lábios, pescoço, o decote em "v" do meu vestido até chegar nas pernas à mostra, depois com um sorriso lindo me olhou nos olhos novamente, ergueu o vinho tinto com uma mão e disse: - Achei que você não ia mais atender à porta. Não vai me convidar para entrar?! 
Ben estava com uma calça jeans clara, uma camisa social com mangas dobradas até o cotovelo, e três botões abertos que me fizeram até perder o ar por alguns segundos, me afastei para que ele pudesse entrar e fechei a porta atrás dele. Como não sou boa na cozinha, comprei nossa comida em um restaurante da cidade mas por algum motivo enquanto eu pegava as taças na copa eu sentia que nenhum de nós estava com fome, não pelo menos de comida. Enquanto eu me equilibrava nas pontas dos pés para pegar as taças senti um calor grande atrás de mim e mãos fortes seguraram a minha cintura, ele encostou a boca na minha orelha e sussurrou: -Cuidado que você cai! Deixa que eu pego para você, não quero que você se machuque! 
Pegou as taças e se recostou ainda mais atrás de mim, me empurrando delicadamente contra o armário para que pudesse pega-las. Colocou os braços ao meu redor e sem me deixar fugir colocou o vinho nas taças, mas eu nem sabia mais se queria beber vinho, na verdade eu estava de olhos fechados sentindo o calor do seu corpo e seu perfume que incendiava todo o meu corpo, sem que eu me desse conta ele me virou de frente, tomou um gole de vinho e me beijou. Esse era o tipo de poder que ele tinha sobre mim, quando estávamos juntos eu me esquecia de que era necessário ser forte e tomar as rédeas, eu só queria que ele me pegasse no colo e me levasse para a cama o mais rápido possível, me despisse de todos aqueles panos enquanto me beijava em cada canto do corpo e sussurrasse palavras doces e sádicas ao mesmo tempo. Ben era bom no que fazia e sabia disso. Depois de um longo e lento beijo com a testa encosta na minha e olhos fechados ele disse: -Amor, eu não quero comida, eu quero você! Preciso de você! 
Antes que eu pudesse protestar ele selou minha boca com um selinho e desceu até meu pescoço, deixando a taça sobre a bancada do armário e entrelaçando os dedos no meu cabelo enquanto inclinava minha cabeça delicadamente para trás, ele beijou tudo que estava a mostra na parte de cima do meu corpo, e quando finalmente ele chegou no decote no meio dos meus seios suspirei fundo e me entreguei, pulei no seu colo e entrelacei minhas pernas na sua cintura. Naquele instante eu não sabia mais onde eu começa e onde ele terminava, estávamos tão eufóricos e excitados que não sei exatamente em que momento ele tirou meu vestido, de repente eu já estava sem, ele saiu me carregando pelo corredor, me esbarrando na parede e quando finalmente chegou ao quarto né jogou na cama e sem tirar os olhos de mim desabotoou cada um dos botões de sua camisa. Ele é tão lindo, não me canso de olhar. Mordi meu lábio enquanto ele tirava a calça e deixava à mostra sua cueca que mostrava exatamente que eu tinha um certo poder sobre ele também. Ben não sabia se conter ao meu lado, e eu não queria isso. Fizemos amor a noite toda, trocamos de posições, de lugar, de ritmo; às vezes lento, as vezes rápido, com força e com delicadeza, no quarto, no sofá, na mesa da cozinha, no chão da sala e quando finalmente estávamos exaustos e suados nos entregamos ao nosso último orgasmo da noite. Fiquei deitada sob seu corpo nu ouvindo sua respiração lenta e fazendo círculos com o indicador no seu umbigo, quando enfim levantei a cabeça para encara-lo ele já havia adormecido. Simples assim. Comigo. No chão da sala. Com uma das mãos ainda nas minhas costas. Ele baixou todas as guardas para que eu pudesse confiar nele, e a única coisa que eu pensava enquanto bocejava para adormecer com ele era que aquele, sem dúvida, era meu momento preferido, quando ele adormecia ao meu lado e eu me sentia segura, desejada e amada como nunca havia me sentido na vida. 
O som estava ligado no volume 15 e antes que eu finalmente pegasse no sono começou a tocar na rádio lenta e intensamente a música favorita dele, a nossa música, e eu adormeci assim naquela noite: Exausta, suada, nos braços do meu homem e ouvindo Cherry Wine. Eu estava no meu local preferido no mundo.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Vermelho

Ela é tão linda, tão segura, tão ruiva e ele só mais um João, mas ela sorriu para ele e desde então em seus desenhos ele não colore mais o sol de amarelo e sim de vermelho, olhando para aquele sorriso perigoso ele descobre porque vermelho é a cor da paixão. Sabe aquele mito de que todo mundo precisa provar dos dotes de uma ruiva, para nosso garoto isso nunca fez tanto sentido.
Mas como aborda-la? Ela deve ter vários aos seus pés e ele é só mais um nerd fã dos X-Men, que nem sabe como dizer oi para a Jean Grey.
Mas parece que assim como a Jean ela consegue ler pensamentos, ou ele apenas não consegue parar de admirar sua beleza que tanto o hipnotiza, ensaia inúmeras vezes o que falar, mas é tomado pela insegurança e acaba ali na mesa do canto enquanto ela para o pub com aquele corpo perfeito e aquele sorriso misto de perigo e desejo.
Perdido em seus pensamentos ele não vê que ela se aproxima, senta na cadeira a sua frente e pergunta se pode se juntar a ele. Sem entender e gaguejando um pouco ele consente que sim. Mais uma vez aquele sorriso o leva a uma realidade alternativa, e ela fala: você me olhava de uma forma tão penetrante, parecia me entender, isso sem eu precisar falar uma palavra, como se tivesse visão de raio x, ou outro poder mutante que eu precisei vir aqui te dar um oi e me apresentar.
Prazer eu sou a Leia, mas não se preocupe, meu pai não é o Darth Vader.

domingo, 9 de abril de 2017

Amor em Cacos

Ele abriu a porta e a bateu com força ao entrar em casa naquela noite. Trancou e jogou as chaves em cima da bancada. Sequer acendeu a luz. Mesmo acostumado com o lugar, era desajeitado demais para atravessar a sala na escuridão, sem causar algum estrago ou dar origem a algum hematoma no seu corpo. Esbarrou em um móvel. Rosnou vários palavrões para aliviar a dor que sentiu. Mas o móvel estremeceu com a pancada, o que acabou derrubando o porta retrato que coloquei emoldurando nossa foto... aquela de nós dois sentados no banquinho do parque, sob a sombra de um salgueiro. Nosso início de namoro estampado ali: sorrisos fáceis, mãos dadas, suspiros, olhos brilhantes... agora em cacos. Ele não se importou com os danos. Depois... depois ele pensava nisso. Agora não. Agora ele havia acabado de chegar. Pisou em algo estranho. Por instinto, se segurou nas cortinas, evitando um escorregão. Por pouco não arrancou-as do lugar. Resmungou, ainda mais irritado. Parecia algo úmido. Limpou a sola do tênis no tapete que eu escolhi para a nossa sala. Depois... Depois ele poderia conferir o que era aquilo. Mas agora não. Agora ele estava faminto. Foi até a cozinha e usou o microondas para aquecer o que sobrou da comida que cozinhamos juntos no dia anterior. As louças sujas foram largadas na pia. Depois... depois ele iria lavar. Agora não. Agora já é muito tarde. Caminhou até o quarto, seguro sob a luz do corredor que eu deixei acesa. Dessa vez não derrubou nada. Tirou o casaco que eu dei para ele de presente no último aniversário e a calça jeans que ficaram ali, amarrotados, em cima da poltrona no canto do quarto. Depois... depois ele guardaria. Agora não. Agora ele estava cansado demais. Ele se jogou na cama limpa, cheirosa e aconchegante que eu arrumei para esperá-lo. Dormiu para esquecer os problemas que poderia ter resolvido, e que decidiu deixar para amanhã... ou depois. Dormiu sem perceber que eu cuidei de tudo e de cada detalhe até ali. Dormiu sem dar valor algum ao que tinha e também não pôde ver que lá, entre os cacos do porta retrato, estava o meu coração, no chão, com a marca do seu sapato.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

O último adeus

Eu segurei suas mãos e pedi que você não fosse embora sem ao menos me dar um último abraço. Eu olhei em seus olhos e te disse tudo que estava aqui engasgado enquanto você virava as costas e saía. Eu chorei desesperadamente por alguns minutos até resolver correr atrás de você e fazer você me ouvir. Eu precisava ouvir, eu precisava falar! Quantas vezes eu vou precisar te dizer tudo que eu sinto? Quantas vezes eu vou ter que me jogar na sua frente pra você me notar? Eu nem sei mais se sou capaz de fazer tudo de novo.
Ei, olha pra mim. Eu estou falando com você! Porque você não me encara e diz logo que você cansou? Acha que é mais fácil sair  e me deixar falando sozinha e depois de algumas semanas voltar como se nada tivesse acontecido? Você acha mesmo que as feridas que se curaram querem ser abertas novamente? Você acha que as lágrimas secam porque novas precisam descer? Eu não quero que elas desçam, já te disse. O mais engraçado é que você acha que é muito simples reconquistar minha confiança e que novamente eu vou acreditar em você e confiar minha vida em suas mãos. Eu queria tanto ficar contigo e até gostaria de acreditar que dessa vez as coisas seriam diferentes, mas no fundo eu sei que não seriam.
É, eu só estaria me enganando.
Mas por hoje você pode ficar. Só por hoje.
Amanhã eu quero ir embora logo cedo, antes de você acordar. Quero abrir o portão e sair, trocar meus números de telefone e nunca mais ouvir falar em você. Eu quero me livrar de pensar em você e te apagar da minha pele. Você parece tatuagem, não sai. Parece doença, mas sei que há um tratamento, há uma cura pra tudo isso...e logo ela virá.
Mas olha, se me ver saindo às escondidas, não me peça pra ficar pois talvez eu não saberia dizer "não", e aí todas as coisas que eu disse se igualariam às que eu não disse. E aí...Me perderia.

terça-feira, 4 de abril de 2017

As vezes, o amor não é o bastante!

É tarde. Eu não sei exatamente a hora, não consigo me mexer. Estamos deitados na cama dele de barriga para cima, ambos encarando o teto e tentando entender o que está acontecendo. As mãos, que antes me guiavam pelos caminhos, me apoiavam e me erguiam, agora estão, as duas segurando a nuca dele, servindo de apoio para a cabeça que antes eu sabia exatamente o que pensava, mas agora não mais. As minhas estão sob minha barriga, tentando desfazer de alguma forma o nó que está no meu estômago.
O silêncio é ensurdecedor. No fundo, sei que estamos loucos para um de nós irromper o silêncio, mas sei também que ambos prometemos repetidamente em nossa cabeça: Não será eu!
Começo a sentir meus olhos arder. E enquanto luto desesperadamente para que ele não me veja chorar mais uma vez, me esforço para tentar entender quando foi que nós nos perdemos um do outro. Em que momento largamos nossas mãos. Em que estrada nos separamos e não soubemos mais voltar.
Ele suspira, como se estivesse cansado demais para falar qualquer coisa. Eu suspiro, como se quisesse ouvir qualquer coisa dele, qualquer coisa que fizesse sentido, porque agora nada mais faz.
Sinto uma lágrima escorrer pela maçã do meu rosto, não tenho coragem de limpar, só deixo ela descer. Permaneço imóvel. Mas essa gotinha de lágrima desencadeia uma tempestade sem fim no meu peito, e eu quase consigo ouvir os trovões, essa será das grandes. Em poucos minutos, eu já não aguento mais segurar o soluço e irrompo o silêncio com o som dos trovões que saem do meu coração. Droga de promessa! Droga de coração mole! Droga!
Minhas mãos que antes estavam sob minha barriga, agora estão no meu rosto, tentando esconder as lágrimas e guardar o pouco de dignidade que ainda me resta.
E então, como um choque térmico sinto mãos geladas envolverem as minhas. Agora ele está de frente para mim, me olhando nos olhos e tentando segurar minhas mãos de maneira que eu não consiga levá-las novamente ao meu rosto.
Sei o que ele está pensando: chorar não resolve nada! - e ele está certo.
Ele suspira uma segunda vez, gagueja antes de formular qualquer frase, mas  finalmente fala:
-Sinto muito! - ele ajeita um fio de cabelo solto atrás da minha orelha - Eu não sei o que dizer, eu... - ele fecha os olhos, como se quisesse convencer a si mesmo que vamos ficar bem - Eu preciso que você saiba que amo você, mas que as vezes, algumas vezes, a gente precisa se afastar da pessoa que a gente ama para que ela seja feliz. Talvez a gente se esbarre algum dia, e se isso que a gente sente for de verdade, vamos encontrar um jeito de voltar para o outro. Mas, agora eu não vejo outra alternativa senão te deixar ir. As vezes, o amor não é o bastante.
Ele beija as pontas dos meus dedos, me puxa para perto dele e enquanto abafa os soluços do meu choro fala baixinho: "Ta tudo bem! Tá tudo bem! Tá tudo bem...".
E eu estou aqui, sentindo o perfume que tantas vezes ficou cravado em minha pele, nos braços que sempre estavam estendidos para que eu pudesse me abrigar, nas mãos que tantas vezes me levantaram, ouvindo a voz que acalentava meu coração, sob os cuidados de quem eu não sabia mais viver sem, ou pelo menos, não queria. Fiquei encolhida no abraço dele por horas, e quando finalmente eu parei de chorar, olhei os olhos que tantas vezes iluminaram os meus dias, e vi o sorriso que fez meu mundo parar de girar desde o primeiro encontro. Repentinamente beijei os lábios que me deram prazeres, antes desconhecidos. E sussurrei: "Talvez essa seja minha maior prova de amor a você, te deixar livre para voar e rezar para que você perceba que seu lugar é do meu lado".
Ah, o amor! Isso que muitas pessoas falam e poucos sentem. Isso que eu sei que nós tínhamos e que tanta gente sonha em ter.
O amor é como uma Flor, cuidados demais o faz secar, cuidados de menos o faz morrer. Não sei em qual desses nós erramos, fato é que agora, olhando nesses olhos verdes que você tem, eu vejo que ele está cansado. Nosso amor está cansado demais para lutar em campo de batalha desconhecido.
Eu deveria ter me despedido dizendo que vamos nos encontrar, mas a única coisa que eu disse quando ele me deixou em casa foi "Te cuida", e meu coração gritava enquanto ele arrancava o carro: "Deixa eu cuidar de você, por favor, deixa eu cuidar de você!"

sábado, 1 de abril de 2017

Química

Acordar e te ver esparramada em minha cama, vestindo apenas minha camisa do Flamengo, com aquele sorriso de canto de boca de quem vai dormir até meio dia depois de uma noite de Netflix e sexo ardente, me faz querer te acordar e continuar de onde paramos, mas aí lembro que ainda são nove da manhã e que você é tão linda dormindo que não tenho coragem de acorda-la. Fico pela cozinha preparando o café para te receber assim que se levantar, as memórias de nossa noite não saem de minha cabeça, assim como das outras noites, e é quando percebo que você torna tudo mais simples, o cansaço depois de um dia estressante no serviço some ao te ver sorrir e dizer: "que bom que você chegou amor!", os problemas que me incomodavam enquanto buscava solução dirigindo de volta para casa parecem não terem mais importância quando você me abraça com seu avental molhado.
Eu sinto que ali é meu lar, ali é meu ninho e que jamais seria assim sem você, queria poder saber me expressar tão bem quanto você, mas não consigo mais que te abraçar forte e dizer que te amo, é menos do que quero, porém, o mais sincero que consigo.
E são momentos assim que me mostram que não preciso de muito para ser feliz, eu que sempre fui fechado espero ansioso o fim do dia para sentarmos na sacada, tomar um café e te ouvir contar por horas, nos mínimos detalhes como foi o seu dia, e depois resumir o meu brevemente pois a sua riqueza de detalhes faz o meu dia parecer sem importância, mas você está ali com as mãos no queixo e os ombros apoiados nas coxas atenta sem piscar.
Vamos dormir e eu que nunca gostei de dormir de conchinha, não consigo mais dormir de outro jeito, depois de transarmos loucamente, dormir com você em meus braços é tudo que eu quero, você é a metade de mim que eu nem estava procurando.
Aí eu volto a realidade e resolvo que finalmente vou te chamar para sair pois preciso sair do universo de meus sonhos e quem sabe você sinta o mesmo por mim, pode ser que os olhares que trocamos na aula de química sejam viagem da minha cabeça, mas eu preciso saber se nossa química transcende as aulas ou se sou eu quem me perco em mais um de meus devaneios.
s.