quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Sabor de Hortelã

Pedro sempre foi bem próximo de Lorena sua vizinha, se conheciam desde os 6 anos e sempre estudaram juntos, até emplacaram um romance por volta dos 14 anos, na verdade foi bem aquele namorico de época de escola, de andar de mãos dadas no recreio e de dividir o lanche, trocar uns beijos e uns amassos, mais nada além disso. Hoje lembram desta época apenas com nostalgia sem que isso atrapalhe a amizade e possam até trocar conselhos afetivos, o que atualmente pode ser denominado “friendzone”, Pedro até é zoado por alguns de seus amigos por isso, mas isso não o incomoda mais.
Lorena o convidou para seu aniversário de 21 anos, iria fazer uma "farrinha" em sua casa e o convidou, além de alguns amigos e amigas e uns colegas da faculdade de direito, Pedro achou que seria uma boa e resolveu aparecer, sem saber as surpresas que esta escolha poderia lhe revelar.
Já se passava das 22hrs quando Pedro chegou, ele não quis chegar cedo pois sempre achou brega ser o primeiro a chegar nas festas e ainda achava que chegando depois que a maioria era mais fácil de se entrosar com os demais. De algum modo ele parecia estar certo pois algumas das colegas de Lorena ficaram olhando para Pedro com um ar misto de interesse e curiosidade, porém Pedro se sentiu atraído por Layla, Layla era uma ruiva alta de seios fartos e corpo violão que estava dançando forró com sua prima Leticia, para Pedro a garota ruiva se destacava dentre todos e ele sentiu que precisava conhece-la de alguma forma, mesmo sem saber como fazê-lo.
Pedro se aproximou da mesa onde estava Lorena, a cumprimentou com um abraço e deu um breve oi se apresentando aos demais, não passou muito tempo e ele já estava familiarizado com os colegas de faculdade de Lorena e fazendo piadas entre administradores e advogados, já que era estudante do 5º período de administração. Lorena que era bem observadora reparou como Layla chamava sua atenção e chegou até os ouvidos de Pedro e disse?
- Ela se chama Layla, vai lá conversar com ela.
- Relaxa Lorena, tudo a seu tempo.
- Então tá, depois não venha reclamar.
Uns vinte minutos depois Pedro percebeu que Layla estava sozinha, já que Leticia estava bebendo com um grupinho que estava próxima ao barzinho, foi então que resolveu se aproximar e interagir com a garota.
- Oi, tudo bem?
- Oi, sim estou.
- Percebi que estava sozinha e senti que gostaria de dançar a próxima música e achei que seria conveniente te fazer companhia
- É, pode ser uma boa...
- Ah, desculpe minha indiscrição, sou o Pedro Mota.
- Sou a Layla e não precisa ser tão formal me informando nome e sobrenome.
- Desculpe, acho que o sobrenome nos definem e nos qualificam, pelo menos era isso que meu avô dizia.
- Sério? Seu avô dizia isso?
- Não, eu quem penso assim só não quis parecer um velho de 85 anos.
- Acho que agora é tarde, mas tudo bem, gostei de você, vamos dançar
Os dois começaram a dançar e Layla ficou impressionada como Pedro era bom de dança e como os passos dos dois se encaixavam, ao passo que Pedro aproveitava da situação para não só encaixar os passos como também seus corpos e seu papo, papo este que fluía naturalmente, dançaram umas três músicas até que Pedro a convidou para beberem alguma coisa para reporem as energias antes de voltarem a dançar.
-Quem disse que eu ainda quero dançar contigo? Disse Layla
- Ah, sei lá, senti uma química mutua e achei que isso poderia se perdurar por mais um tempo, não se deve interromper momentos bons.
- É... Você está certo, mas calma, calma garanhão, vamos tomar uma cerveja e depois vemos como fica isso
- Tudo bem senhora eu quem mando, como preferir.
Ela deu de ombros enquanto iam para o bar. Como era de se prever o papo fluiu naturalmente e Pedro resolveu preparar um mojito, para impressionar Layla que àquela altura já estava começando a se embriagar pelo efeito de várias cervejas em sequência. Foi até Lorena e perguntou onde encontraria limões e hortelã, Lorena disse que limões ele encontraria na cozinha, mas que ela não dispunha de hortelã; como ele não queria desapontar Layla disse que teria de ir até sua casa buscar hortelã.
- Minha casa é próxima, não demoro, me acompanha?
- Não acredito que seja assim tão difícil trazer esta hortelã assim, mas tudo bem posso fazer isso por você, mas não se acostume.
Enquanto se encaminhavam até sua casa Layla pediu para se apoiar em seus ombros para ajustar sua sandália, Pedro apenas assentiu e ela se apoiou, quando Layla parecia ter finalizado seus “ajustes” Pedro propositalmente jogou seu corpo para o lado de modo a desequilibrar Layla, quando a mesma tendeu a cair para o lado ele a apoiou e a beijou, Layla correspondeu o beijo meio que surpresa com a sequência dos atos, beijaram se mais algumas vezes até que Layla o indagou:
- Você fez de propósito né?
- Sim, fiz errado? Pois você pareceu gostar
- Não seja tão pretensioso, ah propósito a hortelã e toda aquela história de mojito foi apenas um pretexto, estou certa?
- Acho que sim.
Eles foram até sua casa que estava vazia pois seus pais haviam visitar uma tia, irmã de sua mãe. Chegando lá Pedro a convidou para subir à seu quarto.
- E a hortelã? Perguntou Layla.
Acho que não precisamos mais dela!


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Song of a Day

Human - Rag'n'Bone Man

Já tinha um tempo que eu não fazia um "Song of a day", recentemente descobri o cantor Rag'n'Bone Man, particularmente o último álbum dele é muito bom, e a música inicial é ótima e é a minha recomendação de hoje, a música Human.
Segue abaixo link do clipe oficial da música no canal do cantor no YouTube:

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Olheiro musical

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Uma dose de uma bebida amarga e a cadeira vazia ao meu lado era tudo o que eu tinha naquela noite. Um restaurante de música ao vivo e um cantor de bar atrasado era tudo o que eu tinha naquela noite. Pessoas em mesas ao meu redor com olhares depositados sobre o cara solitário que ocupava o meu corpo era tudo o que eu tinha até aquela noite.
Então sobre o palco surgiu um homem e um violão.
Este mesmo homem dedilhava o seu violão como se estivesse tocando a pele de uma bela mulher. O som que saia dos seus lábios me deprimia, parecia que ele era o homem mais infeliz da face da terra, e isso era encantador. 
Quando ele fechava os olhos eu podia sentir que ele viajava em suas próprias palavras que empregavam a morte como a melhor coisa que poderia acontecer-lhe naquele momento.
Continuei a beber e pensar do por que eu ainda tentava...
Então chegou o refrão, foi quando ele pegou os meus olhos e os segurou, da mesma forma que um beijo segura uma alma. Todos olhares a minha volta se desfizeram, era como se nada mais existisse, como se eu não existisse.
Um homem com voz de sereia.
Essa voz te leva para o fundo do mar, te afoga em devaneios e depois te leva a superfície, te devolvendo o ar. É a mesma sensação de querer voltar, mas de saber que estará morto se retornar. A voz daquele homem te faz querer reprise o tempo todo, mas é capaz de te cegar.
Eu podia jurar que estava apaixonado, poderia ouvi-lo por dias e dias, ele poderia ser a nova estrela da música, poderia ser quem ele quisesse com aquela voz.
A bebida já nem é tão amarga, não quanto a música pelo menos.
Sua testa parou de franzir-se, seus olhos se abriram, seus pés se aquietaram, ele sorriu e dos seus lábios parou de sair beleza em forma de música. Os olhares viraram aplausos, mas não o meu olhar, o meu volta a sentir o gosto amargo da bebida, o meu paga a conta e sai.
A noite está gélida e quieta. Alguns casais passam pelas ruas de mãos dadas e outros se sentam para um café em uma lanchonete típica.
Eu entro em um restaurante de lustres dourados e decoração quente, me sento no centro do mesmo e peço uma bebida amarga.
Uma dose de uma bebida amarga e a cadeira vazia ao meu lado era tudo o que eu tinha naquela noite. Um restaurante de música ao vivo e uma cantora negra de sorriso convidativo era tudo o que eu tinha naquela noite. Pessoas em mesas ao meu redor com olhares depositados sobre o cara solitário que ocupava o meu corpo era tudo o que eu tinha até aquela noite.
E  mais tarde eu pude jurar que estava apaixonado.

domingo, 6 de agosto de 2017

Ei, moça, não se esqueça que você é flor.

Olha só, a vida tá passando. É isso mesmo… Eu sei que não adianta falar todos aqueles clichês, talvez ele nunca se dê conta do quanto perdeu, essa é a mais dura realidade. Tem coisas, moça, que não são para ser, ou até são, mas em um outro momento, em outra ocasião.
Eu gostaria que você conseguisse enxergar a si mesma com meus olhos, eu vejo muito além do que esses olhos inchados e esse bafo de cerveja depois de um longa noite fingindo estar feliz e chorando sozinha no travesseiro. Mas amor-próprio é algo que se conquista com paciência, muitas noites mal dormidas e muita força de vontade.
Sei que é difícil, sei que tem momentos que a dor é tão grande que invade todo o nosso corpo, e parece que o peito vai explodir, parece que a vida não tem sentido, mas moça, a vida tem a cor que a gente pinta, e convenhamos… Já passou da hora de você tirar esse preto dai. Que tal colocar amarelo? A cor dos cachos do seu cabelo, a cor do sol, a cor da riqueza… E quando me refiro a riqueza, não estou falando de dinheiro, mas sim da riqueza de momentos especiais, da riqueza de pessoas que trás luz e paz para nossa alma, a riqueza que não tem valor, aquela que conquistamos dia após dia, a riqueza de estar com pessoas que vão te ajudar a levantar quando você cair, que vão lutar ao seu lado quando você estiver cansada, a riqueza de pessoas que não vão embora. Gente que permanece na dor e na alegria, gente que valha a pena, que valha a tentativa de seguir em frente. Gente que irradia beleza interior… e se você não gostar de amarelo, tudo bem! Que tal rosa? A cor das duas bochechas quando está tímida. A cor do amor… Só tira esse preto dai, porque ele definitivamente não combina com você.
Levante, se olhe no espelho e se ame. Ame a mulher forte que você é, ame o coração grandioso que você tem, ame e valorize a personalidade forte e verdadeira que exala de você, ame o seu sorriso de menina travessa, ame o seu olhar de mulher fatal, ame o fato de que quando você sorri seus olhos ficam tão pequenos que quase parecem sumir naquela imensidão de bochechas rosadas, ame a sua dor, mas não deixe que ela consuma você.
Moça, não deixe que sua dor se torne você!
Não deixe que ela apague toda essa luz que vem de você. Não deixe que ela seja tudo aquilo que as pessoas conseguem ver. Se orgulhe, de ser alguém nesse mundo de pessoas frias e robóticas, nesse mundo de relacionamentos superficiais, unilaterais e que sobrevivem através de likes, se orgulhe de ser alguém que consegue sentir. Se orgulhe de ser alguém que lamenta, se arrepende, faz bobeira por medo, faz bobeira por coragem, faz bobeira por fazer… se orgulhe por conseguir ouvir seu coração bater, ainda que acelerado, machucado, baqueado, detonado… Mas batendo e batendo. Se orgulhe de mesmo com o coração quebrado você conseguir mostrar e oferecer o melhor que você pode e consegue ser.
Talvez ele não volte. Talvez ele nunca mais volte. Talvez ele simplesmente siga, e você merece seguir também. Você merece alguém que te mereça. Alguém que te faça entender porque tudo deu errado agora, e que te faça agradecer por ter sido assim. Alguém que tenha o prazer de te conquistar todos os dias, sem preguiça, sem monotonia, sem rotina. E que não canse de te lembrar o quanto você é linda ainda que esteja parecendo um filhote de panda. Alguém que ouça suas reclamações e cale sua boca com beijos que te faça perder o fôlego. E que te beije. Que te beije muito. A vida é bem mais leve com beijos de presente. Alguém que te escute, e mesmo que não te entenda tente compreender seu lado. Alguém que só reclame de você quando você estiver longe dos braços e abraços que ele pode oferecer. Alguém que te acolha, que consiga desfazer sua cara amarrada, acabar com sua pose de durona, e que fique... Que fique ao seu lado mesmo quando você não estiver em um dia bom, que fique ao seu lado mesmo quando as coisas ficarem difíceis, que fique ao seu lado mesmo quando você não quiser que ele fique, que fique ao seu lado quando você achar que ninguém está, que fique ao seu lado e te ame mesmo quando você não merecer, e que te ensine que o amor é muito além das migalhas que você estava acostumada a receber. Alguém que talvez você ate já conheça, mas que precise de tempo para aprender que você é uma daquelas pessoas raras que a gente encontra na vida e que por ser tão preciosa merece ser cuidada e amada todos os dias, e quando ele se der conta disso, que ele apareça. Que ele te encontre, te reencontre. Invente, se reinvente. Te ame, reame e se sinta sortudo por estar com você.
Talvez ele demore… e enquanto isso, moça, siga aquele velho conselho: levante a cabeça e ofereça o seu melhor, faça da sua dor raiz e regue com amor que logo ela será flor e eu nem preciso dizer que você não nasceu para ser um mero galho, você nasceu para ser flor e flor é o que você é, mesmo que agora você só consiga enxergar galhos finos e espinhos.
E ah… Antes que eu me esqueça: “E que o verão no seu sorriso nunca acabe!”


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Fique Bem, Até Logo - Parte II

Após o término Pedro entendeu que precisava de um tempo para si próprio e ficou em casa, Netflix e livros eram seu entretenimento, foi assim por dois meses até que Carlos o chamou para uma festa na casa de um colega seu de faculdade, depois de tanta insistência de Carlos, Pedro acabou aceitando.
Chegando na festa era uma típica festa de faculdade, Pedro decidi tomar uma cerveja e quando vai até o bar encontra com Alana que estava voltando com dois copos de cerveja na mão, eles se cumprimentam e ele diz que estava indo ao bar, então ela lhe fala:
- Este outro copo é para minha amiga, mas fique com ele e vamos lá pra fora conversar um pouco, ela pega outro para ela.
Ele aceita e eles ficam conversando por horas como de costume, quando inesperadamente ela lhe pergunta porque ele simplesmente correu dela no outro dia, meio desconsertado ele explica que estava em uma situação complicada no namoro e que não achava justo mesmo mediante tais circunstancias trair sua namorada da época.
Alana então pergunta:
- Então agora você está solteiro?
- Sim, estou.
- Então penso eu que agora você não vai se esquivar.
Alana fala isso e o beija, e realmente dessa vez ele não se esquiva, Carlos que via tudo pela janela simplesmente não acredita em como sortudo é seu amigo de estar “ficando” com uma gata daquelas.
Eles ficam ali por um tempo e Alana o convida para sua casa, e apesar de desconsertado Pedro aceita o convite, chegando na casa de Alana ela simplesmente vira outra pessoa, o joga no sofá e começa a tirar a roupa de Pedro e a chupar seu pau, depois coloca seus seios fartos entre a boca de Pedro e pede que mame nela, demora um tempo para Pedro “pegar no tranco”, até que ele se entrega ao momento e começa pelos seios e vai descendo pela barriga até chegar na bucetinha de Alana, ela se contorce toda e só quando Pedro percebe que ela está toda molhadinha que ele mete forte e com vontade, e a cada gemido de Alana ele se sentia mais motivado a seguir em frente, e foi assim a noite toda, uma noite de sexo intenso e selvagem.
No outro dia acorda no sofá da sala com dores na coluna por ter dormido de mal jeito, percebe que Alana ainda estava dormindo e fica ali a admirando por alguns minutos até que ela acorda e eles resolvem ir até a padaria tomar café, ficaram ali relembrando da noite anterior e conversando por horas, até que Pedro disse que tinha que ir para casa pois neste domingo iriam almoçar na casa de sua avó e em sua família essas reuniões apesar de chatas são meio que sagradas.
Alana diz que tudo bem e pergunta:
- Eu te vejo hoje à noite?
- Sim, te ligo quando voltar da casa de vó e combinamos algo.
- Ok lindo, ficarei esperando.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Autor Freelancer


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Eu vendo os meus textos mais criativos. Os textos técnicos e todo o meu direito autoral. Eu vendo a minha criatividade e o meu tempo livre. 
Os meus pensamentos vez ou outra entre as minhas melhores ideias sussurram que sentem vergonha de mim. 
Eu recebo por isso, alta produção é alta quantia no meu extrato bancário.
Na verdade, você não estaria errado se por um acaso me dissesse que estou perdendo com isso. Estou dando a única coisa que tenho e que é real para mim. 
Acha que eu me importo com o dinheiro? Acha que me importo com algo que será substituído daqui alguns anos por apenas cartões de plásticos e transições bancárias? Acha que me importo com números? Acha que eu ligo mesmo para essa baboseira? Em que lugar estamos? Fazendinha feliz no orkut?
Tenho certeza que você acha muita coisa, mas não sabe de nada.
É para pessoas como você que eu vendo meus devaneios, para pessoas limitadas que se prendem ao que acham que é real. Nada disso é real, tudo que vê, tudo que toca é apenas objeto de venda.
Então eu não vendo o que amo para possuir o que odeio. 
Eu vendo os meus sonhos, para que com o dinheiro eu compre a minha liberdade.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Fique Bem, Até Logo - Parte I

Pedro estava muito chateado por mais um discussão com Bianca, era como se já soubesse que o namoro tinha chegado ao fim, mas quatro anos de namoro e tudo o que passaram juntos o fazia acreditar que valia a pena insistir mais um pouco, mesmo em meio a tantas brigas, mas essa o havia abalado mais que de costume, nem ouvindo Red Hot no último volume ele conseguia se sentir um pouco melhor (isso sempre funcionava para aliviar o aperto que sentia no peito).
Sentindo que precisava caminhar um pouco, desceu uma estação antes da habitual no metrô e enquanto ia caminhando desatento com sua música alta, uma garota toca em seus ombros meio tímida e se desculpando por incomoda-lo pergunta onde fica o bairro da Lapa, ele que não havia entendido tira os fones e pergunta o que a garota havia dito, desconcertara ela repete sua pergunta e ele diz:
- Eu moro lá, não fica longe muito daqui, onde exatamente está indo?
- Estou indo na rua da igreja na casa de uma amiga, sabe onde é?
- Sei sim, é um quarteirão depois da minha casa, me acompanhe que eu te mostro como chegar lá, a propósito me chamo Pedro.
- Alana, muito prazer!
Eles foram conversando e o papo fluía como se eles se conhecessem à anos, desde assuntos da faculdade até séries e filmes da Netflix. Foi então que Pedro se deu conta de como aquela garota de compridos cabelos loiros e olhos azuis era realmente encantadora e eu ele havia se esquecido dos problemas que lhe atordoavam, foi quando chegou no quarteirão de sua casa, mostrou a Alana onde ficava a igreja e se despediu. Parecia que havia voltado a realidade, com os mesmos problemas com Bianca, chegou em casa, tomou um banho e foi dormir.
No dia seguinte seguiu sua rotina normal, porém saindo do trabalho foi tomar umas com Carlos e falar um pouco dos problemas, saindo pegou o metrô e sem saber explicar exatamente o porquê acabou descendo novamente uma estação antes do habitual e para sua surpresa Alana estava a sua espera, Alana o cumprimentou e disse que o papo havia sido tão bom que resolveu repetir a dose, Pedro ficou surpreso mais também havia gostado do papo então deixou que Alana o acompanhasse, chegando no quarteirão de sua casa Alana o chamou para tomar um açaí, inicialmente Pedro pensou em recusar mas aqueles olhos azuis o impediam de dizer não e assim ele acabou aceitando.
A química que havia entre eles era enorme e eles ficaram ali conversando por horas, até que o dono do estabelecimento disse que precisava fechar e os pediu para que fossem embora, assim o fizeram e Pedro acompanhou Alana até a casa de sua amiga, na hora da despedida Alana quis beijar Pedro que esquivou e totalmente desconcertado foi embora sem dizer mais nada.
No outro dia acordou com uma ligação de Bianca, mas sem saber como agir e o que falar achou melhor ignorar e ligar para Carlos para lhe pedir conselhos. Eles foram almoçar juntos e conversar sobre, e antes que Pedro falasse Carlos lhe perguntou quem era a loira que estava com ele no açaí ontem?
Carlos estava passando e viu os dois no maior “love” e achou estranho pois até onde ele sabia Pedro ainda estava namorando com Bianca.
Pedro explicou o que havia acontecido, desde o metro até o açaí e que ela havia tentado beijar ele e que ele recuou e fugiu da menina sem saber o que fazer. Após alguns minutos de risos do amigo por ele correr de uma loira linda, Carlos perguntou a Pedro:
- Quem é a loira?
- É a Alana.
- Você entendeu minha pergunta Pedro, quem é a loira?
- No momento uma pergunta difícil de responder.
- Então resolva seus problemas com Bianca antes de entrar em outro relacionamento, até mesmo para não correr o risco de estar apenas confundindo frustração do relacionamento atual com um possível affair.
- Nem que eu quisesse eu não tenho contato da Alana, vou conversar com a Bianca, mas eu vou terminar, não para ficar com a Alana, e sim porque não quero prolongar algo que já passou do prazo de validade.
- Você sabe o que faz meu amigo, me conte como foram as coisas, mas agora preciso voltar ao trabalho e acredito que você também.
- Tenho alguns minutos, mas ok, a gente se fala a noite. Valeu man.
- Se cuida cara, pensa bem!
Saindo do serviço Pedro ligou para Bianca e disse que precisavam conversar, foi quando Bianca o surpreendeu com a seguinte frase:
- Pedro eu não sou criança, “precisamos conversar é a mesma coisa que quero terminar”, e se é para ser assim que seja por telefone, não quero ouvir isso de você assim na minha cara, prefiro por telefone que é menos doloroso.
- Bianca, não torne as coisas mais difíceis do que precisam ser....
- Pedro nosso namoro acabou a tempos, só você que não se deu conta, é melhor que seja assim do que prolongar em algo fracassado e acabarmos nos odiando no final, não quero ser grossa mas vou desligar, se cuida. Abraço
Pedro não entendia ao certo o que havia acontecido, mas parecia que mesmo com a chateação de um termino de namoro ele se sentia aliviado por ter feito a coisa mais acertada.